domingo, 19 de dezembro de 2010

querido pai natal,



é tudo o que quero.
coisa pouca, não? 

♥

 "Era bonita, encantadora, a menina do sorriso sincero, vivia de braços abertos. Felicidade que não tinha fim. Colocava à prova os seus sentimentos, não tinha medo de errar. Não ligava para o "não certo", quebrar regras? era com ela mesma. Só que havia algo de errado nessa linda menina, algo que ninguém e nem ela mesmo entendia. Talvez não fosse ela a errada, talvez fossem as pessoas ao redor dela, o que ela tanto tinha para atrair a falsidade? O que ela tanto tinha para atrair as mentiras? Isso atormentava a cabeça e o coração dela, coração pequeno que de tanto arrependimento, vinha-se fechando. Construía fantasias na sua mente, pensava sempre que dessa vez ia dar certo, que dessa vez não se ia decepcionar. Mas não só as pessoas como o destino, amavam colocar pragas no seu caminho, e lá estava ela caída de novo. Força, honra e coragem eram a sua marca, mesmo na queda continuava a encantar, mesmo com todos os problemas continuava a sorrir. Talvez hoje, ela tenha um pouco a mais de arrogância nas palavras, antipatia no olhar. 
Mas quem a conhece, sabe que a menina doce e sincera ainda está viva dentro dela."


(a minha mãe é a mais linda do mundo, sim.) 

tenho dito!

sábado, 11 de dezembro de 2010

Filha: 
Mãe, porque é que as meninas comem chocolate quando algum menino parte o coração delas?
 Mãe: 
Porque o chocolate é doce e faz-las esquecer do quanto é amargo ter o coração partido.
Filha: 
E porque é que os meninos bebem quando se separam das meninas?
Mãe: 
Porque a bebida é amarga e faz-los esquecer do quanto as meninas são doces.

domingo, 5 de dezembro de 2010



« é por isso que não conto às pessoas sobre nós.
elas não iriam entender, e não sinto necessidade de explicar, 
simplesmente porque o meu coração sabe como foi real.
quando penso em ti, não posso deixar de sorrir, 
porque sei que me completas.
eu amo-te, não só agora, mas sempre,
e sonho com o dia em que tu me vais abraçar de novo. »


(Dear John)

domingo, 21 de novembro de 2010

coisas que a vida ensina

1. o amor não se implora, não se pede, não se espera, amor ou se vive, ou não.
2. ciúmes é um sentimento inútil e não torna ninguém fiel. 
3. animais são anjos disfarçados, vivem na terra para mostrar ao homem o que é a fidelidade. 
4. as crianças aprendem com aquilo que tu fazes, e não com o que dizes. 
5. as pessoas que te falam sobre os outros, também falam aos outros sobre ti. 
6. perdoar e esquecer torna-nos mais jovens. 
7. o choro existe para o homem não explodir. 
8. ausência de regras é uma regra que depende do bom senso. 
9. não existe comida má, existe comida mal temperada. 
10. a criatividade caminha junto com a falta de dinheiro. 
11. ser autêntico é a melhor e a única forma de agradar.

domingo, 31 de outubro de 2010

eu quero ser lembrada como ..


a menina que sempre sorri, mesmo com o coração partido,
e como aquela que pode sempre iluminar o teu dia mesmo que não consiga iluminar o seu próprio.
"Ela, na sua magnífica força e coragem, aprendeu a ser livre; a gritar quando tem vontade, a chorar quando precisar chorar e a sorrir mesmo quando a situação não permitir sorrir. E, perante os olhos intimadores das pessoas e de tamanha curiosidade, ela levantou a cabeça e mostrou que não era uma boneca de porcelana, mas que podia ser quebrada várias vezes e que sempre conseguia se juntar sem perder nenhum dos pedaços."


(Clarice Lispector)

sábado, 23 de outubro de 2010

tu não sabes, nem sonhas

, mas acabas de zerar a minha vida. a minha vida era vestir a armadura e relembrar com dor pela milésima vez todos os últimos podres de todas as pessoas podres que passaram ultimamente pela minha vida.
e tu, deixas-te tudo a zeros.
com o teu medo de eu falar com outros rapazes, com o teu jeito de gostares dos meus ciúmes estúpidos, tu acabas de me salvar.
isto, é para te pedir que não tenhas medo. sabes aqueles textos em que digo que sei tudo e mais alguma coisa? eu não sei nada.
eu só queria poder chegar a casa e ver tudo diferente. ver tudo como de facto é.
e tu, salvas-te a minha vida. 
o mundo está lindo, não tenhas medo.
hoje, eu não odeiei nada nem ninguém.. apenas me lembrei que me estás a fazer mesmo bem, e que salvas os meus dias,  que antes eram tão.. tão sem significado nenhum.. quiseste encontrar o meu coração no escuro, e encontras-te. e tu salvas-te o meu dia e a minha semana.
tu és o meu herói.
não tenhas medo deste texto, não tenhas medo da quantidade absurda de carinho que tenho para te dar, nem de eu ser assim e dizer tudo aqui.
estou cansada de ser o máximo por tão pouco. e de entregar tanta alma de bandeja para pessoas que não querem ou não sabem querer.
mas hoje eu não odeio nenhuma dessas pessoas. e hoje eu não me odeio.
agora, depois de muito tempo, acordo e não me olho ao espelho. não preciso de confirmar se eu sou bonita.
 hoje só fecho os olhos, e lembro-me de ti. e só te vejo a ensinares-me que também sou estrela. só te vejo a encheres a minha vida de estrelas. se tu puderes, não tenhas medo. eu sou só uma menina que voltou a ver estrelas. e que repete, vezes sem fim, a palavra estrela no mesmo parágrafo.
estrela, estrela, estrela, zilhões de vezes.

« já fazia tempo que eu não tinha vontade de sorrir para nada nem ninguém, e era extraordinário a maneira como ele conseguia perturbar os cantos dos meus lábios .. »



amo-te, j.

não penses que

é sempre bom, não sou a "toda-boa", a toda alegre o tempo todo, a toda amorosa constantemente. 
eu sou estranha, tenho gestos, pensamentos, encenações, filosofias, temperamento salgado e toda uma série de e's que não consigo descrever. 
mas deixa isso tudo pra lá, a mim e à minha estranhice, estranheza, estranhagem, estranhamento, estranhação. estranha acção! 
é isso, sou cheia de estranhas acções. 
uma delas é tentar explicar o sentido de uma coisa que nem sentido faz.

loca, loca, locaaa .. 

existe essa alegria,

e eu não posso evitá-la, pois são poucos os gestos permitidos, se reparares;
não podemos desperdiçar um que seja.
então, muitas vezes, preciso de uns fones de ouvido para ouvir a minha alegria bem alto, sem incomodar o vizinho.
é algo inédito, mas agora existe isso na minha vida.
e então, eu sento-me no canto e sou feliz, aparentemente sem motivo.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

chega perto de mim sem medo, olha nos meus olhos, como nas canções da rádio. 
depois diz-me: 
"vamos embora para um lugar limpo. deixa tudo como está. fecha as portas, nas pagues as contas e não digas a ninguém. nada mais importa. agora tu tens-me a mim, e eu, tenho-te a ti". 

♥

domingo, 29 de agosto de 2010

olhas para as tuas fotos antigas e não consegues perceber. lembras-te de frases ditas e atitudes tomadas e trata-las como se fossem de outra pessoa. 
aprendes que não há doença que não cure, não há estrada sem fim. o caminho, sim, é sem fim. basta acreditar que se está a percorrer o caminho certo. 
basta perceberes que o teu caminho é errado e esperares por um retorno. é uma estrada de duas mãos. 
de repente, sentes-te cansado de tanto aprender quando, na verdade, estás é cansado de estar rodeado de gente que não aprendeu nada. isso não te preocupa. 
todos aprendem, cada um a seu tempo. 
 o problema é que alguns demoram tanto que morrem antes da primeira aula.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

domingo, 25 de julho de 2010

Sabes aqueles dias em que tu acordas a querer contar tudo que se passa dentro de ti, tentar explicar 'tim tim por tim tim' o motivo das tuas insônias, das tuas alegrias repentinas ao longo do dia, aquele suspiro inesperado ao ouvir uma música que só tu sabes a importância que ela tem, e várias outras coisas que eu também só queria dizer, mas, deixa estar...
" [...] as palavras presentes em todas as frases, com uma fatalidade um tanto cômica. Então, de repente, pensou que era bom viver.
Mesmo que a cada dia fosse necessário adoptar uma nova maneira de agir e de pensar, descobrindo-a inútil no dia seguinte - mesmo assim era bom viver.
Não era fácil [...] mas ainda assim era bom. tinha quase certeza - de uma página sorteada"