domingo, 31 de outubro de 2010

eu quero ser lembrada como ..


a menina que sempre sorri, mesmo com o coração partido,
e como aquela que pode sempre iluminar o teu dia mesmo que não consiga iluminar o seu próprio.
"Ela, na sua magnífica força e coragem, aprendeu a ser livre; a gritar quando tem vontade, a chorar quando precisar chorar e a sorrir mesmo quando a situação não permitir sorrir. E, perante os olhos intimadores das pessoas e de tamanha curiosidade, ela levantou a cabeça e mostrou que não era uma boneca de porcelana, mas que podia ser quebrada várias vezes e que sempre conseguia se juntar sem perder nenhum dos pedaços."


(Clarice Lispector)

sábado, 23 de outubro de 2010

tu não sabes, nem sonhas

, mas acabas de zerar a minha vida. a minha vida era vestir a armadura e relembrar com dor pela milésima vez todos os últimos podres de todas as pessoas podres que passaram ultimamente pela minha vida.
e tu, deixas-te tudo a zeros.
com o teu medo de eu falar com outros rapazes, com o teu jeito de gostares dos meus ciúmes estúpidos, tu acabas de me salvar.
isto, é para te pedir que não tenhas medo. sabes aqueles textos em que digo que sei tudo e mais alguma coisa? eu não sei nada.
eu só queria poder chegar a casa e ver tudo diferente. ver tudo como de facto é.
e tu, salvas-te a minha vida. 
o mundo está lindo, não tenhas medo.
hoje, eu não odeiei nada nem ninguém.. apenas me lembrei que me estás a fazer mesmo bem, e que salvas os meus dias,  que antes eram tão.. tão sem significado nenhum.. quiseste encontrar o meu coração no escuro, e encontras-te. e tu salvas-te o meu dia e a minha semana.
tu és o meu herói.
não tenhas medo deste texto, não tenhas medo da quantidade absurda de carinho que tenho para te dar, nem de eu ser assim e dizer tudo aqui.
estou cansada de ser o máximo por tão pouco. e de entregar tanta alma de bandeja para pessoas que não querem ou não sabem querer.
mas hoje eu não odeio nenhuma dessas pessoas. e hoje eu não me odeio.
agora, depois de muito tempo, acordo e não me olho ao espelho. não preciso de confirmar se eu sou bonita.
 hoje só fecho os olhos, e lembro-me de ti. e só te vejo a ensinares-me que também sou estrela. só te vejo a encheres a minha vida de estrelas. se tu puderes, não tenhas medo. eu sou só uma menina que voltou a ver estrelas. e que repete, vezes sem fim, a palavra estrela no mesmo parágrafo.
estrela, estrela, estrela, zilhões de vezes.

« já fazia tempo que eu não tinha vontade de sorrir para nada nem ninguém, e era extraordinário a maneira como ele conseguia perturbar os cantos dos meus lábios .. »



amo-te, j.

não penses que

é sempre bom, não sou a "toda-boa", a toda alegre o tempo todo, a toda amorosa constantemente. 
eu sou estranha, tenho gestos, pensamentos, encenações, filosofias, temperamento salgado e toda uma série de e's que não consigo descrever. 
mas deixa isso tudo pra lá, a mim e à minha estranhice, estranheza, estranhagem, estranhamento, estranhação. estranha acção! 
é isso, sou cheia de estranhas acções. 
uma delas é tentar explicar o sentido de uma coisa que nem sentido faz.

loca, loca, locaaa .. 

existe essa alegria,

e eu não posso evitá-la, pois são poucos os gestos permitidos, se reparares;
não podemos desperdiçar um que seja.
então, muitas vezes, preciso de uns fones de ouvido para ouvir a minha alegria bem alto, sem incomodar o vizinho.
é algo inédito, mas agora existe isso na minha vida.
e então, eu sento-me no canto e sou feliz, aparentemente sem motivo.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

chega perto de mim sem medo, olha nos meus olhos, como nas canções da rádio. 
depois diz-me: 
"vamos embora para um lugar limpo. deixa tudo como está. fecha as portas, nas pagues as contas e não digas a ninguém. nada mais importa. agora tu tens-me a mim, e eu, tenho-te a ti". 

♥